A luta da Mulher também passa por democratizar a comunicação

A luta da Mulher também passa por democratizar a comunicação
thumbnail_1363105406.jpg

thumbnail_1363105406.jpg

No mês da mulher a deputada Luciana Santos destaca o papel da comunicação para o empoderamento e a expressão da realidade feminina.

resize_1363105406.jpg

Na semana da Mulher, a deputada Luciana Santos abordou a comunicação como um tema importante quando se trata de valorização e respeito à figura feminina. Diante dos incontáveis exemplos que colocam a mulher em condições humilhantes ou estereotipadas Luciana defendeu que a única solução definitiva é a democratização da comunicação. 
 
A parlamentar — que faz parte da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática e também da Frente Parlamentar em Defesa da Comunicação e da Liberdade de Expressão — comentou a declaração do secretário executivo do Ministério das Comunicações do último dia 20/02 e lamentou que o governo da presidenta Dilma Rousseff não priorize a reforma do marco regulatório das comunicações.
 
“Estamos diante de um tema que é estratégico para o país, pois se trata de um direito básico do cidadão – se informar e ter espaço para difundir o que pensa e o que faz. Algo estruturante para a elevação do nível de consciência política e cultural da nossa gente”, defendeu.
 
Luciana disse que é uma afronta à democracia termos no país um modelo que concentra a propriedade dos meios de comunicação e mantém na mão de sete famílias todo o conteúdo que a população ouve, vê e lê. “Empoderar a mulher, garantir o controle social da mulher na mídia dando visibilidade a toda diversidade racial, etária e cultural e permitir a expressão da realidade feminina nos meios passa fundamentalmente por essa mudança no modelo de comunicação que discrimina, mascara e cria estereótipos”, argumentou. 
 
Ela enfatizou a urgência na criação de um novo marco legal para a comunicação como premissa para o verdadeiro exercício da democracia. “Na maior parte das democracias consolidadas: Estados Unidos, França e Reino Unido, por exemplo, há limites a essa prática por se considerar que ela afronta a diversidade da informação. No Brasil não existe limites e justamente por isso que para o bem da democracia brasileira é necessário que este assunto faça parte das prioridades de um projeto de país”. 
 
TV Pública 
 
Ainda sobre comunicação, Luciana resgatou uma experiência interessante de quando foi secretária de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, em 2010, já no governo de Eduardo Campos. Sob a coordenação da Secretaria foi criado um grupo de trabalho, com ampla participação da sociedade civil, para debater um formato de TV realmente pública, com recursos e sustentabilidade econômica. Fruto desse trabalho e da articulação intensa dos movimentos ligados à comunicação no estado nasceu em 22 de janeiro deste ano a Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC). 
 
“Democratizar a comunicação é, sobretudo, construir alternativas junto à sociedade. E nesse ponto é preciso parabenizar os movimentos em defesa da comunicação de Pernambuco”, reconheceu. “Também é preciso parabenizar o trabalho de Roger de Renor, que foi um guerreiro incansável em todo esse processo. A ele, que assume a diretoria de programação e conteúdo, e ao publicitário Guido Bianchi, que assume a presidência da EPC só posso desejar muito sucesso e renovar que o nosso mandato está a disposição da EPC”, salientou. 
 
Além de festejar a criação da EPC como primeira experiência de empresa pública estadual de comunicação no Brasil a deputada disse que esse deve ser um exemplo a ser estimulado. “Precisamos garantir que o nosso povo tenha voz, que se veja, se reconheça e se descubra em todo seu potencial, sua beleza e sua cultura”, finalizou. 
 
De Brasília
Ana Cristina Santos

Foto: Renato Araújo
Agência Câmara