Ato marca unidade na defesa da Petrobras e do mandato da presidenta Dilma

Ato marca unidade na defesa da Petrobras e do mandato da presidenta Dilma

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O auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados ficou lotado na manhã desta terça-feira (14) durante ato suprapartidário em defesa da Petrobras e da democracia. A deputada Luciana Santos, ressaltou que o embate de ideias em curso na sociedade não é inédito. Ela relembrou os embates pela industrialização brasileira; a campanha o Petróleo é Nosso; a resistência a ditadura e as lutas contra o desemprego e a recessão na chamada década perdida nos anos 1990.

“Nós vencemos e conseguimos construir um ciclo virtuoso de 2003 para cá, quando tiramos 40 milhões de brasileiros que estavam abaixo da linha da pobreza e, entre outras coisas, colocamos o filho do trabalhador na universidade”, ressaltou.

A presidenta do PCdoB disse, ainda, que a democracia é um bem caro ao povo brasileiro; lembrou que os comunistas lutaram e resistiram ao regime de exceção e que muitos foram assassinados nos porões da ditadura. “Os brasileiros sabem bem o que é ausência de democracia, por isso sabem a importância de lutar por ela”.

Para Luciana a defesa da Petrobras e da democracia se fundem em uma única luta, expressa na defesa do projeto aprovado nas urnas e do mandato da presidenta Dilma Rousseff. “Nós vamos fazer o enfrentamento em todas as instâncias, não na força, mas no debate de ideias e no convencimento”, reforçou.

Movimentos sociais e sindicais também participaram do ato. As presidentas da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e da União Nacional dos Estudantes (UNE) reforçaram a aliança entre estudantes e trabalhadores para defesa do patrimônio nacional. “O Pré-Sal se transforma em patrimônio para nosso futuro. Não aceitaremos que nossa soberania seja atacada”, disse Barbara Melo da UBES. “A saída para o país voltar a crescer é o enfrentamento da crise e no Brasil a Petrobras pode alavancar este crescimento. Nós estudantes não abriremos mão, queremos o pré-sal para educação”, completou Carina Vitral, da UNE.

Para o representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Aldemir de Carvalho Caetano, a crise é em todo setor produtivo e precisa ser enfrentada com mobilização e com os trabalhadores na rua para manter as conquistas dos últimos anos. Já Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ressaltou que o combate à corrupção passa necessariamente pelo fim do financiamento empresarial das campanhas.

O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC) avaliou que “o ato marca o momento simbólico da luta do povo do Brasil em defesa de duas coisas caras – democracia e as riquezas nacionais nas mãos do povo brasileiro.” Já a líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), destacou que a maior defesa da Petrobras é defender o mandato constitucional da presidenta Dilma. “Nós não usamos truques e manobras contra a democracia, a nossa resposta é essa, mobilizamos a sociedade contra a escalada golpista articulada com as estruturas de poder”, disse.

De Brasília;
Ana Cristina Santos

Foto: Richard Silva