Ato na Câmara homenageou a resistência à ditadura

Ato na Câmara homenageou a resistência à ditadura
Ato50anosdogolpe1

Ato50anosdogolpe1Um ato em homenagem à resistência e luta pela democracia, realizado pelas lideranças do PCdoB, PT e PDT encerrou a agenda de atividades que marcaram os 50 anos do Golpe Militar na Câmara dos Deputados. O evento aconteceu no auditório Nereu Ramos e foi precedido do lançamento do perfil parlamentar do deputado Rubens Paiva, cassado pela ditadura militar e assassinado em dependências militares em 1971.

 

ato4Um ato em homenagem à resistência e luta pela democracia, realizado pelas lideranças do PCdoB, PT e PDT encerrou a agenda de atividades que marcaram os 50 anos do Golpe Militar na Câmara dos Deputados. O evento aconteceu no auditório Nereu Ramos e foi precedido do lançamento do perfil parlamentar do deputado Rubens Paiva, cassado pela ditadura militar e assassinado em dependências militares em 1971.

 

A deputada Luciana Santos falou em nome da presidência do PCdoB. “O golpe foi desferido para sepultar a democracia que se ampliava no governo do presidente João Goulart, e para conter e aniquilar um vigoroso ascenso de lutas populares pelas reformas de base, tais como: as reformas agrária, urbana, da educação, da previdência social, do sistema bancário; e também bandeiras sindicais e de defesa nacional”, iniciou.

Ela enfatizou a resistência popular ao regime e lembrou que o PCdoB tinha como orientação geral unir os brasileiros para derrotar a ditadura. A deputada destacou a participação feminina nesse processo e falou sobre a Guerrilha do Araguaia. “Foi a maior mobilização militar brasileira desde a Segunda Guerra Mundial. Mesmo derrotada militarmente, a Guerrilha do Araguaia cumpriu um papel relevante. Alimentou o ânimo e a esperança dos setores mais avançados da oposição e contribuiu para as condições do declínio da Ditadura”.

Após contextualizar as várias etapas enfrentadas pelos comunistas durante a ditadura, Luciana disse que mesmo 30 anos depois da redemocratização, o direito à memória e à verdade ainda é uma bandeira parcialmente alcançada. Ela destacou o trabalho da Comissão de Anistia, da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos e da Comissão Nacional da Verdade, mas opinou que esses passos só serão plenos com a punição daqueles que em nome do regime cometeram crimes como torturas, estupros e assassinatos sumários.

A vice-presidente do PCdoB falou ainda que “para que nunca mais se repita este período de trevas na história do país, precisamos lembrá-lo sempre, rendendo homenagens aos que resistiram e lutaram contra o arbítrio da ditadura”. E enfatizou a importância de se aprovar as reformas política e pela democratização da comunicação. “O avanço democrático estará comprometido se não formos capazes de realizar duas reformas prioritárias: a reforma política democrática e a reforma pela democratização midiática, superando a existência do monopólio da comunicação e informação no Brasil. Hoje, a luta libertária destes homens e mulheres que combateram a ditadura nos orgulha e nos inspira a seguir avante na luta democrática”, finalizou.

Leia o discurso completo aqui.

Participaram do ato, ainda, os líderes do PCdoB, PDT e PT , as Fundações Maurício Grabois , Perseu Abramo e Manoel Brizola, representada pelo ministro do Trabalho Manoel Dias, deputados, senadores e representantes da CUT, UNE e Unegro, entre outras entidades, além do sobrinho de Honestino Guimarães e do neto do presidente Jânio Quadro, ambos homenageados.

De Brasília;
Ana Cristina Santos

Leia também:

Ato defende revisão da Lei da Anistia nos 50 anos do golpe