Audiência Pública discute acidentes e doenças de trabalho

Audiência Pública discute acidentes e doenças de trabalho
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A deputada Luciana participou da audiência comemorativa ao dia mundial em memória das vítimas de acidentes e doenças de trabalho

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Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apontam que 3,3 milhões de mortes, por ano, têm algum tipo de ligação com a atividade que o trabalhador exerce. Tendo como objetivo alertar a data 28 de abril, dia mundial em memória das vítimas de acidentes e doenças de trabalho, o vereador Davi Muniz (PHS) promoveu audiência pública para tratar do assunto, no Plenarinho, nesta sexta (26).

A sessão contou com a participação da deputada Luciana Santos, do deputado federal Paulo Rubem Santiago, do diretor do Instituto de educação, Saúde, Trabalho e Meio Ambiente (INEST), Admilson Ramos, do médico e ex-vereador do Recife, Paulo Dantas, do representante do Ministério Público do Trabalho, José Laízio, entre outros representantes da sociedade civil organizada.

 “São números espantosos que se aproximam aos de vítimas de guerras e atingidas pela AIDS em todo o mundo. É um assunto emergencial que precisa de medidas firmes para conter o alto índice de acidentes”, argumentou a deputada.
 
Admilson Ramos, diretor do Instituto de educação, Saúde, Trabalho e Meio Ambiente (INEST), defendeu a necessidade de se pensar em uma forma mais eficaz de fiscalização nos ambientes de trabalho. “Tanto se fala em desenvolvimento econômico, mas, infelizmente, existem tantas mortes em consequência dele. São 321 mil por ano e a cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidente de trabalho ou por doença relacionada ao trabalho. Cadê o SUS e a fiscalização?”, indagou.
 
Para o médico e ex-vereador do Recife, Paulo Dantas, o Sistema Único de Saúde e algumas leis municipais mostram avanços quando tratam da saúde do trabalhador “As prerrogativas do SUS relacionadas à saúde do trabalhador e suas recentes modificações, constam não só as responsabilidades do município, como também para todo o conjunto do SUS. Existindo uma legislação municipal em consonância, tem força de aplicabilidade para que o poder executivo municipal possa fazer cumpri-la”, opinou.  
 
 
Com informações da Câmara do Recife