Celso Furtado será declarado Patrono da Economia Brasileira

Celso Furtado será declarado Patrono da Economia Brasileira
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Comissão de Cultura aprovou parecer favorável da deputada Luciana ao PL 4.160/12 que trata do tema.

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A Comissão de Cultura aprovou na tarde desta quarta-feira (21), o parecer favorável da deputada Luciana Santos ao PL 4.160/12 que declara Celso Furtado Patrono da Economia Brasileira. 
 
Luciana explicou que a considera justa a homenagem por se tratar de um dos maiores nomes da área das ciências econômicas no Brasil e no mundo. Ela lembrou que Celso Furtado percebe, em sua obra, de modo conjunto as dimensões econômica e social na tentativa de explicar as causas do subdesenvolvimento brasileiro e que alguns de seus livros são definitivos para a história do pensamento econômico moderno do Brasil e da América Latina.
 
O projeto tem apreciação conclusiva pelas Comissões, o que significa que não precisará ser votado em plenário, e segue agora para análise na última instância, a Comissão de Constituição e Justiça. 
 
Leia o voto da deputada Luciana:
 
Louvamos a iniciativa do Deputado Paulo Rubem Santiago em prestar esta mais que justa homenagem a Celso Furtado, um dos maiores nomes da área das ciências econômicas no Brasil e no mundo.
 
A matéria encontra-se amparada pela Lei nº 12.458, de 2011, que “estabelece critérios mínimos para a outorga do título de patrono ou patrona”. Segundo o diploma legal, a outorga do título de patrono ou patrona de determinada categoria constitui homenagem cívica sugerida em projeto de lei específico, em que conste justificativa fundamentada acerca da escolha do nome indicado, “escolhido entre brasileiros vivos ou mortos, que se tenham distinguido por excepcional contribuição ou demonstrado especial dedicação ao segmento para o qual sua atuação servirá de paradigma” (art.1º, parágrafo único).
 
A trajetória intelectual de Celso Furtado reflete seu percurso geográfico pessoal, desde seu nascimento, no interior da Paraíba, até Paris, onde concluiu o doutorado, seu retorno à América Latina, onde atuou na CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina) e, por fim, na criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), quando se volta para a sua região natal.
 
A necessidade de compreender o contexto histórico da sociedade brasileira sempre o impulsionou, fazendo-o sair do mundo interiorano no qual nascera em busca de uma visão universal da trajetória da humanidade. 
 
Para compreender o processo de industrialização do país, estudou os principais autores que analisaram a formação da economia e da sociedade brasileira, como Gilberto Freyre e Caio Prado Junior, conforme sua tese de doutorado defendida em 1948. 
 
As dimensões econômica e social nunca foram percebidas separadamente em sua obra. Na tentativa de explicar as causas do subdesenvolvimento brasileiro, foi autor de mais de trinta títulos, alguns definitivos para a história do pensamento econômico moderno do Brasil e da América Latina, sempre com o rigor intelectual que visava estender à economia a necessária visão interdisciplinar e humana.

 

De Brasília;
Ana Cristina Santos