Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.

Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.

 

Sr. Presidente, venho à tribuna nesta tarde para registrar a importante data de amanhã, o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.

Infelizmente, nossa realidade aponta que 11% das brasileiras com 15 anos ou mais já foram vítimas de espancamento. Em 56% desses casos, o marido ou o companheiro é o responsável. A cada cinco mulheres, uma já foi agredida pelo menos uma vez, e mais da metade das vítimas não procura ajuda.

Esses dados são originários de pesquisa da Fundação Perseu Abramo, divulgada pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres. São desanimadores os índices, mas nossa esperança renova-se quando percebemos que a política de combate à violência contra a mulher tem apresentado recentes avanços por parte do Governo, por parte da sociedade organizada.

Por isso, gostaria de fazer esse registro sobre o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.

PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELA ORADORA

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no próximo dia 25 de novembro, o Brasil inteiro se une em torno de uma mesma bandeira: o combate à violência contra a mulher. Esse é um tema que merece toda atenção e todo o esforço para que as cenas de violência se tornem apenas tristes memórias do nosso passado.

Infelizmente, Sr. Presidente, nossa realidade aponta que 11% das brasileiras com 15 anos ou mais já foram vitimas de espancamento. Em 56% desses casos, o marido ou companheiro é o responsável. A cada cinco mulheres, uma já foi agredida pelo menos uma vez e mais da metade das vítimas não procura ajuda.

Esses dados são de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, divulgada pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres. São desanimadores, mas nossa esperança se renova quando percebemos que a política de combate à violência contra a mulher tem apresentado recentes avanços.

Por parte do Governo, algumas importantes medidas já foram tomadas. É preciso saudar a Lei Maria da Penha, que cria instrumentos para coibir a violência doméstica contra a mulher. Destaquemos também a abrangência, cada vez maior, de campanhas, como os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher.

A humanização dos serviços de atendimento à mulher vítima de violência, as delegacias especializadas e mais equipadas e a destinação de mais verbas, como é o caso do Pacto Nacional, são ações que fazem a diferença nessa luta e que precisam ser ampliadas e reforçadas.

Toda a sociedade deve encorajar as mulheres a romperem o silêncio e o ciclo de violência em que vivem, fortalecer sua autoestima, esclarecer e orientar para que exijam os seus direitos. Nós fazemos parte dessa luta, Sr. Presidente, no dia a dia e ainda mais no próximo dia 25. Nosso mandato estará irmanado às mulheres de todo o mundo, gritando por justiça e igualdade, pelo fim da exclusão e da violência.

Muito obrigada.