Em Pernambuco ministro discute construção de agenda de CT&I para Nordeste

Em Pernambuco ministro discute construção de agenda de CT&I para Nordeste
Compromissos em Recife 1MCTI

Compromissos em Recife 1MCTI

Atendendo a convite da deputada Luciana Santos o ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, esteve em Pernambuco nesta sexta-feira (12). Na agenda conversa com representantes da Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa de Pernambuco (Facepe), das universidades Federal e Estadual de Pernambuco, do Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep) e do Porto Digital, além de reuniões com os prefeitos de Recife e Olinda, e com o governador Paulo Câmara.

O ministro Aldo se reuniu com membros da comunidade científica do Estado e conheceu os laboratórios do Centro de Tecnologias do Nordeste (Cetene/MCTI), cuja finalidade é tornar comercialmente viável o desenvolvimento de novas variedades de insumos para o setor bioenergético. Aldo reafirmou o compromisso de fortalecer as investigações científicas e tecnológicas do País.

“Temos desafios que nos movem, como recompor o orçamento da Pasta, remover os entraves que burocratizam a ciência no Brasil, atuar junto ao Poder Legislativo para aprovar mudanças no marco legal e aproximar, cada vez mais, a academia e os institutos de pesquisas das empresas”, listou o ministro. “Queremos fortalecer a soberania científica brasileira e programas estratégicos em ciência, tecnologia e inovação.”

Na agenda com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e com o prefeito de Recife, Geraldo Julio, foi discutido a necessidade de implantação de programas estratégicos para agregar políticas em busca de inovação e produtividade ao Estado e à região. Os compromissos fazem parte da construção de ações regionais de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), a serem definidas pelo Fórum dos Governadores do Nordeste para CT&I.

Aldo ressaltou que Pernambuco é referência nacional em políticas públicas de CT&I e tem experiências que devem ser compartilhadas. Para o ministro, a Região Nordeste terá um importante papel na retomada do crescimento econômico do País, que, em 2014, cresceu 0,1%, enquanto a região registrou 3,5%. “Pernambuco atraiu indústrias importantes, como a naval, automobilística e do setor de vestuário”, recordou. “Vamos identificar nos nove estados do Nordeste as vocações científicas e tecnológicas para impulsioná-las com políticas públicas federais e estaduais.”

O governo pernambucano apresentou iniciativas bem-sucedidas, como o Porto Digital, e projetos científicos e tecnológicos estruturantes para a economia. De acordo com o governador Paulo Câmara, o avanço em empreendimentos industriais depende de uma política de ciência, tecnologia e inovação aliada à produtividade e à interação com as universidades. “Apresentamos projetos que entendemos ser importantes tanto para Pernambuco como para Região Nordeste. O desenvolvimento econômico que Pernambuco e Nordeste vêm passando nos últimos anos levou a um processo de industrialização de muitos setores econômicos da nossa região e do nosso Estado”, afirmou.

Segundo a secretária de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Lucia Melo, o desafio é dar qualidade ao sistema científico e tecnológico do Estado, que foi ampliado na década. “Temos um sistema que está descentralizado, mas que necessita de investimentos para se consolidar e continuar atraindo investimentos, gerando empregos e inovação”, afirmou.

O índice de inovação da indústria extrativa e de transformação em Pernambuco é um dos maiores do Brasil. Segundo os dados da Pesquisa de Inovação (Pintec), estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa no triênio 2009-2011 chegou a 35,32%. O Estado abriga 136 programas de pós-graduação, 936 grupos de pesquisa, dois institutos Senai de Inovação, três universidades federais e uma estadual, além de cinco institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCTs), institutos privados de pesquisa, desenvolvimento e inovação, e três parques tecnológicos, dois deles em implantação.

Políticas públicas

De acordo com o ministro Aldo Rebelo, a experiência de Pernambuco com o Porto Digital é uma política pública que deve ser multiplicada em todo o País. O parque tecnológico deu destaque à capital pernambucana, hoje, um dos polos econômicos da Região Nordeste.

O local abriga 250 empresas e gera cerca de 7 mil empregos diretos. A expectativa é que, até 2020, 20 mil pessoas trabalhem em empresas embarcadas no parque tecnológico. “O Ministério já alocou R$ 46 milhões no parque tecnológico, que representa empregos de ponta e gera tributos”, afirmou o ministro Aldo.

O ambiente de inovação conta com duas incubadoras de empresas, duas aceleradoras de negócios, dois institutos de pesquisa e organizações de serviços associados, além de diversas representações governamentais. O conjunto das empresas que fazem parte do Porto Digital faturou nos últimos três anos mais de R$ 1 bilhão. Desse montante, 65% são originados de contratos firmados fora do Estado de Pernambuco.

O último compromisso do ministro em Pernambuco foi um encontro com autoridades do Estado em uma homenagem à deputada federal Luciana Santos, que recentemente assumiu a presidência do PCdoB. Participaram o governador Paulo Câmara, os prefeitos Geraldo Julio e Renildo Calheiros (Olinda), a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), o presidente estadual do partido, Alani Cardoso, o ex-presidente nacional, Renato Rabelo, entre outras autoridades locais.

De Brasília;
Ana Cristina Santos
Com Assessoria do MCTI