Investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação são fundamentais para o desenvolvimento do país

Investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação são fundamentais para o desenvolvimento do país
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O 5º Encontro Preparatório do Fórum Mundial de Ciência 2013 acontece em Recife e antecede o evento internacional marcado para novembro, no Rio de Janeiro 

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Recife sedia até terça-feira (16) o 5º Encontro Preparatório do Fórum Mundial de Ciência 2013. Na abertura, o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Elias destacou que é fundamental para o desenvolvimento do Brasil maiores investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação. “O que pode fazer um país crescer é a ciência”, completou o secretário.

Também participaram da abertura do encontro a deputada federal e membro da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, Luciana Santos, o representante da Comissão Executiva do Fórum Mundial de Ciência e presidente da Academia Brasileira de Ciência, Jacob Palis, o secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Marcelino Granja, do coordenador geral da representação regional do MCTI, Ivon Fittipaldi e do o ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, que apresentou a palestra “Ciência e Tecnologia como Política de Estado”.
 

Luciana defende a necessidade de maiores investimentos em inovação e pesquisa e considera a tecnologia uma das principais ferramentas para geração de crescimento econômico do país. “Precisamos assumir o risco de investir na inovação e o Brasil tem o potencial para se destacar no setor e Pernambuco tem lugar garantido nesse mercado da tecnologia. Prova disso é a realização do encontro prévio do Fórum Mundial de Ciência aqui em Recife”, avaliou a deputada.

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Ivon Fitipaldi (UFPE), deputada Luciana e José Bertotti, secretário executivo de C&T de PE
 

Rezende iniciou sua palestra mostrando que é possível mudar o perfil de um país sem tradição na ciência e tecnologia através de um plano de governo e citou a Coréia do Sul como exemplo. Na década de 70, o país lançou um plano de 8 anos para investimentos em novas tecnologias. Após 40 anos, desponta nos mais variados mercados (aviação, automotivos, aparelhos de comunicação móvel,  etc).“Hoje cerca de 70% PIB são gerados na economia do conhecimento”, afirmou.
 
Na opinião do ex-ministro, a partir de 1951 houve um avanço no sistema federal de ciência e tecnologia com a criação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que passou a incentivar e apoiar as pesquisas no país. Mas, para Rezende o Brasil ainda não possui uma cultura de pesquisa, desenvolvimento e inovação e falta uma política de Estado voltada para a ciência e tecnologia.  “Há um longo caminho pela frente para tornar a C,T&I decisivos para o nosso progresso. É necessário termos uma política de Estado com continuidade, aperfeiçoamento e expansão”, concluiu.

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Ex-ministro Sérgio Rezende apresentando a palestra “Ciência e Tecnologia como Política de Estado“
 

O Fórum Mundial de Ciência (World Science Forum – WSF) 2013 está marcado para 25 e 26 de novembro, no Rio de Janeiro e será a primeira vez que acontece fora da Europa. Pela importância do Fórum Mundial, a comissão executiva nacional – composta por 12 entidades que compõem o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – decidiu organizar sete debates regionais, em diferentes capitais, para discutir questões relacionadas aos principais desafios da ciência no século XXl. Já foram realizados quatro encontros em São Paulo, Belo Horizonte, Manaus e Salvador.
 
Em Recife, o encontro tem como tema central “Oceanos, Clima e Desenvolvimento”, com foco na identificação das contribuições científicas para a compreensão dos fenômenos, enfrentamento e adaptação às mudanças e para o desenvolvimento sustentável e inclusivo das populações a elas submetidas. As próximas cidades a receber o encontro preparatório serão Porto Alegre Brasília.

De Recife, 
Desirée Machado