Luciana apoia servidores contra “Lei da Mordaça”

Luciana apoia servidores contra “Lei da Mordaça”

Um ato pela democracia e pela liberdade de expressão tomou o Hall da Taquigrafia da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (6). Reunindo parlamentares, servidores da Casa e representantes dos movimentos sociais o protesto organizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Democracia em apoio ao Comitê Pró-Democracia e aos servidores públicos que têm sido impedidos de manifestar sua opinião política, denunciou as arbitrariedades do presidente Eduardo Cunha e exigiu respeito à livre manifestação.

A Diretoria-Geral da Casa emitiu norma proibindo os servidores de emitir “manifestações de apreço ou desapreço” nas dependências da Casa.

“Amordaçar os funcionários dessa Casa, evitar que eles se pronunciem publicamente, é um atentado à liberdade de expressão. Esse é mais um resultado do perfil autoritário e antidemocrático do atual presidente da Câmara”, disse a deputada Luciana Santos (PE), presidente nacional do PCdoB e articuladora da Frente em Defesa da Democracia.

Outros parlamentares a exemplo da senadora Vanessa Grazziotin, dos deputados Jô Moraes (PCdoB/MG), Afonso Florence (PT/BA), Moema Gramacho (PT/BA), Chico Alencar (PSol/RJ), Edmilson Rodrigues (PSol/PA), Givaldo Vieira (PT/ES), Maria do Rosário (PT/RS), entre outros, prestaram apoio no chamado “Ato da Mordaça”.

Representantes do MST fizeram intervenções entre as falas dos parlamentares, evocando a memória das calamidades acontecidas em 1964, denunciando a parcialidade da mídia e protestando contra Eduardo Cunha.

Comitê Pró-Democracia

O Comitê em defesa da Democracia foi fundado há pouco mais de uma semana e é uma articulação de servidores do Congresso Nacional e organizações da sociedade civil, fundado para atuar no Parlamento em defesa da Constituição e da estabilidade democrática.

“De caráter suprapartidário, o Comitê reúne todos os que se preocupam com a nossa democracia e é contrário às ameaças que pairam sobre ela com o processo de impeachment em curso, que tenta romper a normalidade institucional”, diz parte do manifesto do coletivo.

De Brasília;
Ana Cristina Santos