Luciana é contra privatização da CHESF e da Eletrobras

Luciana é contra privatização da CHESF e da Eletrobras

Enquanto conversava sobre o desmonte do setor elétrico brasileiro e as medidas para salvar  o setor, em reunião com engenheiros da CHESF e membros do sindicato dos urbanitários de Pernambuco, a deputada Luciana recebeu a notícia veiculada pela imprensa de que o (des)Governo Temer pretende privatizar a Eletrobras. A reunião aconteceu na noite da última segunda-feira (21), na sede do Sindicato dos Engenheiros, em Recife. “Isso é um absurdo sem tamanho!”, classificou Luciana.

“É preciso entender que a questão da privatização do setor elétrico brasileiro não é uma coisa isolada, num governo que tem essa concepção: estado mínimo para o povo e máximo para o mercado financeiro”, comentou. “Com um ano de governo ilegítimo de Temer, o desmonte é avassalador. E é um governo cujo programa nunca conseguiria passar pelo crivo das urnas. Por isso o golpe, por isso a pressa e, por isso, precisamos agir numa contraofensiva, tomando as ruas e fazendo pressão contra as reformas e contra as privatizações”, argumentou a parlamentar.

A Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras) obteve lucro líquido de R$ 3,4 bilhões em 2016, superando um quadro de perdas durante quatro anos seguidos. No último trimestre do ano passado, a estatal apresentou uma receita operacional líquida de R$ 12,2 bilhões, 55% maior se comparando com o mesmo período de 2015.  Com um total de 14 mil megawatts (MW) de potência instalada, o parque gerador das usinas ligadas à Estatal, de acordo com a proposta, será fragmentado, impactando na rede de distribuição que hoje é integrada em todo o território nacional. Especula-se um salto dos atuais R$ 61 para R$ 170 pelo megawatt, uma alta de 178%. O governo federal pretende cobrir parte de um rombo conjuntural de R$ 159 bilhões com a privatização das principais empresas públicas, como a Eletrobras e a Petrobras.

“Nosso mandato está a postos para junto com a sociedade e com os funcionários do setor elétrico brasileiro impedir que se estabeleça esse modelo privatista e para resistir ao desmonte do Estado nacional através da venda de um setor estratégico como esse. Defenderemos a CHESF e a Eletrobras porque são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil”, reafirmou Luciana.

Reunião no Sindicato dos Engenheiros

Reunião no Sindicato dos Engenheiros

Importância da CHESF em debate

Importância da CHESF em debate

Privatização segue modelo de entrega da Vale do Rio Doce

A ex-presidente Dilma Rousseff criticou a medida nas redes sociais. “Vender a Eletrobras é abrir mão da segurança energética. Como ocorreu em 2001, no governo FHC (Fernando Henrique Cardoso), significa deixar o país sujeito a apagões. O resultado é um só: o consumidor vai pagar uma conta de luz estratosférica por uma energia que não terá fornecimento garantido”, concluiu Dilma.

Não é a primeira vez que este projeto é apresentado por governos neoliberais. O Programa Nacional de Desestatização de Collor (Lei 8.031/90) e FHC (Lei 9.491/97), atendeu as exigências do mercado financeiro. Temer opta pela receita dos anos 90 de desconstrução do Estado Nacional. Ou seja, o Governo perde a maioria do capital e a gestão.

Quando foi privatizada pelo governo de FHC, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) tinha reservas de 41 bilhões de toneladas de minério de ferro, 994 milhões de toneladas de cobre, 678 milhões de bauxita, 72 milhões de manganês, 70 milhões de níquel, 1,8 milhão de toneladas de urânio, 1 milhão de toneladas de titânio e 563 toneladas de ouro. A Vale foi vendida por R$ 3,338 bilhões, representando a transferência de riquezas nacionais sem certeza de retorno aos cofres públicos.

Da Assessoria, com agências
Fotos: Rodrigo Barradas/Assessoria