Luciana homenageia 120 anos da Escola de Engenharia da UFPE

Luciana homenageia 120 anos da Escola de Engenharia da UFPE
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A Câmara dos Deputados promoveu, na segunda-feira (15), sessão solene em homenagem aos 120 anos da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O evento aconteceu no plenário Ulysses Guimarães, por iniciativa do deputado Jorge Côrte Real, e contou com a presença dos professores Edmilson Lima, representando o reitor da UFPE, Alexandre Shuler e Afonso Sobreira, respectivamente diretor e vice-diretor da Escola de Engenharia da UFPE, Mauricio Pina, presidente da comissão dos festejos de 120 anos da Escola de Engenharia e o engenheiro Evandro Alencar, presidente do CREA/PE.

A deputada Luciana Santos, que é engenheira eletricista formada pela UFPE, participou da sessão e destacou a importância da faculdade de engenharia para sua trajetória profissional e política. “Minha trajetória política se confunde com a minha trajetória na Escola de Engenharia, lá eu aprendi não só a matemática, a física, as ciências da natureza e as ciências exatas, mas aprendi muito da vida, foi uma escola da vida pra mim”.

Luciana lembrou que seu pai, que também era engenheiro eletricista, foi aluno e professor dessa Escola. “Para além de um grande engenheiro e um grande professor de matemática, meu pai foi um homem comprometido com as causas da justiça e por liberdade. Ele foi aluno e depois professor da Politécnica, da Engenharia da Universidade Federal, da Universidade Católica e foi também um militante político. A ele devo muito da minha motivação de entrar na luta política porque ele foi um exemplo para mim de dedicação, de abraçar a ciência e abraçar com competência sua profissão associado à luta por justiça que eu penso que é tão intrínseca do papel dos engenheiros no país”.

A importância da engenharia para o desenvolvimento nacional também foi abordada pela parlamentar. Ela salientou que a luta para que a engenharia se torne vetor do desenvolvimento não se separa da luta por inclusão social em um projeto desenvolvimentista e citou como exemplo a diversificação da matriz econômica de Pernambuco que ao se inserir nas atividades mais dinâmicas da economia, como as indústrias naval, automobilísticas e de petróleo e gás, sem o esteio da engenharia.

Destacando que o país vive um momento ímpar, quando a engenharia se insere como atividade estratégica na proposta de construção de cidades mais inclusivas, na renovação de matrizes energéticas renováveis, e na preservação de biomas importantes como a caatinga, por exemplo, Luciana explicou que é preciso superar o déficit acumulado nas chamadas décadas perdidas. “Acompanhei de perto o que significou as décadas perdidas de 1980 e 1990, essas décadas levaram nossos engenheiros para os órgãos de controle, para os Tribunais de Conta, para os bancos e nós temos mais dinheiro nos órgãos de controle do que no Poder Executivo e haveremos de equacionar isso para o bem do nosso país e para o bem da nossa engenharia”, finalizou.

História

A Escola de Engenharia de Pernambuco foi criada, em 3 de junho de 1895, por meio da lei estadual 84, de iniciativa do então governador, o militar e engenheiro José Alexandre Barbosa Lima. Cronologicamente foi a quarta instituição de ensino de Engenharia do Brasil. Antes dela, existiam apenas a Escola Politécnica do Rio de Janeiro (antiga Academia Real Militar e atual Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Escola de Minas e Metalurgia de Ouro Preto, em Minas Gerais, e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) – esta última foi criada apenas um ano antes da instituição pernambucana.

A Escola de Engenharia de Pernambuco começou a funcionar em março de 1896 e, pela qualidade do ensino ofertado, foi equiparada, em 1898, mediante decreto federal, à Escola Politécnica do Rio de Janeiro, considerada, à época, escola padrão no ensino de Engenharia.

Sob o pretexto de economia para o erário público, a Escola de Engenharia foi extinta em 1904. Assim, foi criada a Escola Livre de Engenharia de Pernambuco, custeada apenas por taxas pagas pelos alunos e, durante 12 anos, sem remuneração para os docentes. Em 1925, a instituição voltou a ser denominada Escola de Engenharia de Pernambuco e, em 1934, foi oficializada na gestão do interventor federal Carlos de Lima Cavalcanti, ficando o Executivo estadual com as atribuições de aprovar o orçamento anual da Escola e nomear o seu diretor. Atualmente, cursos de Engenharia da UFPE são instalados no CTG.

De Brasília;
Ana Cristina Santos
Com Ascom/UFPE

Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara