Luciana Santos: Nós queremos o Estado necessário

Luciana Santos: Nós queremos o Estado necessário
SINPROJA

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Em agenda de campanha no Agreste Pernambucano, Luciana Santos participou do segundo dia do VIII Congresso do Sinproja (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Jaboatão dos Guararapes), que aconteceu no Hotel Casa Grande, em Gravatá. A candidata participou, na manhã da última sexta-feira (29/08), do debate “Conjuntura Nacional da Educação” numa mesa com o secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, Heleno Araújo.

“Nós não queremos nem o Estado mínimo, nem o máximo. Nós queremos o Estado necessário”, enfatizou Luciana no momento que contextualizou o cenário político-social brasileiro dos últimos 20 anos, quando o País saiu de uma lógica Liberal de privatizações e aumento das desigualdades sociais, para um processo de transformações sociais que impulsionaram o Estado economicamente com uma distribuição de renda mais justa. “Por isso que chamamos de Década Perdida (gestões de Collor e de Fernando Henrique Cardoso na presidência), por que nós tivemos uma agenda no Brasil com ausência completa de Políticas Públicas e com a privatização do Estado Brasileiro”, disse ela.

Para a deputada, o ciclo político iniciado por Lula e Dilma em 2003 foi um marco decisivo na luta dos trabalhadores por melhores condições de vida: “Passamos por uma inversão da lógica da distribuição de renda no País. 1% da população brasileira detinha 50% da renda nacional. Hoje nós temos um losango, por que houve uma inclusão de milhões e milhões de brasileiros que chegaram para o mercado de consumo, e isso tudo por que se privilegiou o Setor Produtivo, em contraposição à lógica financeira e rentista que pautava o desenvolvimento nacional…”.

Com o microfone aberto para a plenária, Luciana acompanhou as perguntas e opiniões dos profissionais da Educação presentes no auditório e, incentivada por falas progressistas, pontuou ainda questões como Terceirizações no Setor Público, Federalização da Carreira na Educação, aumento do patamar salarial da categoria, e falou sobre “não ter medo de comparar” as gestões – tema bastante recorrente em corridas eleitorais. Segundo ela, “Em qualquer que seja o campo temático, em qualquer que seja a política pública, a diferença é radical. Eles falam agora dos índices da inflação, essa é a maior piada que pode acontecer. Eles deixaram em 12%, hoje o Brasil tem uma meta abaixo de 7%. Sabe como é que se combate a inflação no Brasil hoje? Com produtividade de trabalho, competitividade. E para isso temos que ter infraestrutura e informação. Esse é o caminho pelo qual nós vamos enfrentar o custo inflacionário…”, afirmou ela.

Luciana também comentou o monopólio dos meios de comunicação, e os direcionamentos midiáticos sobre temas importantes para a população. “A GloboNews colocou 40 horas da cobertura do julgamento do mensalão, e não colocaram 2 minutos para tratar do Plano Nacional de Educação que foi uma vitória estruturante do povo brasileiro. E essa desigualdade é que vamos ter que enfrentar nesse debate de 2014…”. A relação entre Donos da Mídia, grupos econômicos dominantes e financiamento de campanha eleitoral foi o assunto que finalizou a participação de Luciana no evento.

Agenda
Do congresso em Gravatá, Luciana se encontrou com o candidato a governador de Pernambuco pelo PSB, Paulo Câmara, na cidade de Belo Jardim para um almoço com outros candidatos da Frente Popular. De lá seguiram para Sanharó onde realizaram uma caminhada com militantes e apoiadores. Após caminhada, a deputada seguiu para o Sertão Pernambucano onde cumpriu agenda em Arcoverde e Pesqueira, ambas com o candidato à Assembleia Legislativa de Pernambuco Waldemar Borges.

Texto – João Paulo Seixas
Foto – Jan Ribeiro