Luciana Santos: O PCdoB não deixará os caminhoneiros pagarem a conta do desgoverno de Temer

Luciana Santos: O PCdoB não deixará os caminhoneiros pagarem a conta do desgoverno de Temer

A deputada Luciana Santos (PE) recebeu na liderança do partido caminhoneiros autônomos de Pernambuco e outros estados que estiveram em Brasília para acompanhar a votação das Medidas Provisórias (MPs) 831 e 832/18 na Câmara dos Deputados. Os representantes expuseram sua opinião e conversaram com a deputada, e com o líder da bancada, deputado Orlando Silva (SP), sobre sua posição em relação à pauta.

Para Luciana, embora esteja claro que o Governo ilegítimo de Temer está transferindo para a sociedade os prejuízos que ele mesmo criou com sua política econômica entreguista, não é justo que os caminhoneiros sejam prejudicados. “Nosso partido repudia essa política entreguista, antinacional e que retira direitos, mas temos consciência de que essa conta não pode ser paga pelos trabalhadores. Por isso mesmo o PCdoB vai votar a favor da MP, porque defende os caminhoneiros e o melhor para a sociedade”, explicou.

 

As MPs em questão foram enviadas pela Presidência da República no mês de maio, como parte do acordo para que tivesse fim à greve nacional dos caminhoneiros e estabelecem reserva de parte do frete da Conab para caminhoneiros autônomos; a fixação do preço mínimo do frete e dispensam o pagamento de pedágio do eixo suspenso de caminhões (quando o veículo está vazio)

O plenário aprovou nesta quarta-feira (11) a MP 832. A medida permite à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fixar um valor mínimo para o frete no transporte rodoviário de cargas.

De acordo com o texto, o processo de fixação dos pisos mínimos de frete deverá ser técnico, ter ampla publicidade e contar com a participação de representantes dos embarcadores da mercadoria, dos contratantes dos fretes, das cooperativas de transporte de cargas, dos sindicatos de empresas de transportes e de transportadores autônomos de cargas. Caberá à ANTT regulamentar essa participação.

O frete deverá ser definido, em âmbito nacional, de forma a refletir os custos operacionais totais do transporte, com prioridade para os custos do óleo diesel e dos pedágios.

De Brasília;
Ana Cristina Santos