Luciana Santos reforça compromisso do PCdoB com Dilma e o Brasil

Luciana Santos reforça compromisso do PCdoB com Dilma e o Brasil
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Em reunião ampliada do Comitê Estadual do PCdoB no Ceará, realizada na manhã do último sábado (9), em Fortaleza, a deputada federal Luciana Santos (PE), indicada para ser eleita futura presidenta nacional da legenda, reforçou o compromisso do Partido com o governo da presidenta Dilma e as conquistas do projeto progressista e popular, contra as forças conservadoras que tentam gerar instabilidade para retornar ao poder.

O ato encerrou o processo de preparação da conferência nacional do PCdoB no Ceará, que contou com encontros em dezenas de municípios, debatendo documento do Comitê Central do Partido, e reforçou a proposta do PCdoB de formação de uma Frente Ampla em Defesa do Brasil e da Democracia.

O documento tem sido discutido na base partidária em todo o país, inclusive com a presença da deputada Luciana Santos em vários estados, e terá aprovação final em São Paulo, de 29 a 31 de maio, quando a parlamentar deverá ser eleita a nova presidenta do PCdoB. No Ceará o debate chegou a 25 plenárias regionais, envolvendo 50 municípios, além de 10 encontros em Fortaleza, com mais de mil filiados ao Partido discutindo propostas para o documento, em uma construção coletiva.

A necessidade de derrotar no plano nacional a direita golpista, que tenta desgastar o governo, foi destacada, na abertura da reunião, realizada na Casa Amarela Eusélio Oliveira, pelo presidente do Comitê Estadual do PCdoB, Luis Carlos Paes. “São setores que se articulam de forma antipatriótica, para, se possível, tirar a presidenta Dilma do poder”, alertou o presidente, reforçando a importância da formação da Frente Ampla e o compromisso do PCdoB com as conquistas alcançadas nos últimos 12 anos em benefício de dezenas de milhões de brasileiros, com a defesa do governo Dilma, mas também das mudanças necessárias para que o Brasil retome plenamente o caminho do desenvolvimento, do aprofundamento da democracia e da justiça social.

“O que nos une é a luta pelo socialismo, para construir um Brasil mais justo. Estamos juntos em torno dessas bandeiras. Construímos nossos projetos de forma coletiva, através do debate amplo, em todo o País”, reforçou Luis Carlos Paes. “Também na composição da direção, a gente tem procurado ir renovando o partido”, frisou, reverenciando os secretários-gerais Luís Carlos Prestes e João Amazonas e o presidente Renato Rabelo, apontando ao mesmo tempo que o partido tem procurado “criar condições para as novas gerações também poderem ocupar cargos na direção, se somando ao esforço dos antigos. Inclusive ocupando presidências dos comitês estaduais e a presidência nacional”.

“Luciana vai ser uma grande presidenta, apoiada em milhares de comunistas em todo o Brasil, que vão estar com ela, impulsionando o Brasil para novas conquistas”, saudou o presidente do PCdoB cearense na reunião que, exemplificando o esforço para a criação de uma Frente Ampla em Defesa do Brasil e da Democracia, contou com a participação do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), do prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio (Pros), do líder do governo Dilma na Câmara Federal, deputado federal José Guimarães (PT), do presidente estadual do PT, Diassis Diniz, e do vereador Deodato Ramalho, da bancada petista na Câmara Municipal de Fortaleza. Todos lado a lado com lideranças do PCdoB, como o deputado federal Chico Lopes, o ex-senador e atual secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Ceará Inácio Arruda, o secretário de Justiça e Cidadania do Ceará Hélio Leitão, o vereador Evaldo Lima (líder do prefeito na Câmara Municipal de Fortaleza), o deputado estadual Carlos Felipe, o prefeito de Ipu, Sergio Rufino, o presidente estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Luciano Simplício, e a diretora da UNE no Ceará, Germana Amaral, entre vários outros.

Luciana Santos: Frente Ampla em defesa do Brasil

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Recebida com o grito de guerra “Um, dois, três, quatro, cinco, mil, e viva o Partido Comunista do Brasil”, Luciana Santos, ex-prefeita de Olinda, que será a primeira mulher a presidir o PCdoB, ressaltou a importância do Ceará para o Partido reforçando que o Estado deu à legenda comunista, o primeiro senador desde Luis Carlos Prestes. “O Ceará também reelegeu o deputado federal Chico Lopes, que é uma grande figura, querida no Congresso Nacional, e elegeu dois deputados estaduais, participa ativamente do cenário político estadual, da luta política, dos movimentos sociais, ou seja, é um partido vivo, atuante”, ressaltou.

“O PCdoB valoriza muito as coalizões, as alianças, as frentes amplas, porque elas são o caminho pelo qual podemos fazer o enfrentamento dos grandes debates do nosso país”, indicou Luciana Santos, lembrando que na disputa eleitoral de 2014 estava em jogo se o país iria retroceder ou seguir aprofundando um projeto popular, com “saltos mais adiante, para um Brasil soberano, com uma pauta desenvolvimentista, fortalecendo a economia nacional, enfrentando as desigualdades regionais, garantindo programas de inclusão social e de habitação, saneamento básico, educação, colocando cinco milhões de novos estudantes na universidade, expandindo e interiorizando as universidades federais”.

“Isso é que estava em disputa na eleição e está em disputa hoje, porque as forças políticas conservadoras, de direta, não se conformaram com a derrota que sofreram no ano passado e procuram derrotar o ciclo iniciado pelo presidente Lula e continuado pela presidente Dilma”, avalia. “Por isso o PCdoB não vacila, não tergiversa. Nós temos campo e nós temos lado”, reforçou, manifestando preocupação com as “nuances cada vez mais conservadoras do discurso do ódio de classe”, em manifestações de rua que vão “da contestação da figura de Paulo Freire ao pedido de volta da ditadura militar”.

“Esse sentimento conservador que estava guardado no armário veio à tona com muita força. E mais uma vez estaremos na linha de frente para defender a democracia. Os comunistas sabem na pele, porque pagaram um preço alto, com vidas, para poder lutar pela democracia no Brasil. A gente sabe o valor que a democracia tem”.

União para a luta

Cobrando mudanças na política macroeconômica, como a redução dos juros, e aplaudindo a luta contra o projeto de lei que amplia a terceirização no Brasil, Luciana destacou a necessidade de união para fazer o debate e impedir o retorno das forças conservadoras. “Precisamos fazer o debate da Petrobras, que, assim como o BNDES, é um dos grandes pilares do desenvolvimento nacional. Por trás desse discurso de corrupção, da Operação Lava-jato, está a intenção de acabar com o regime de partilha, que foi a inovação desses últimos anos e teve como ideólogo nosso grande camarada Haroldo Lima, para que a gente fosse dono desse patrimônio do povo brasileiro, do pré-sal, de onde nós vamos garantir recursos para a educação, para a pátria educadora”.

A futura presidente do PCdoB reconheceu a necessidade de medidas de ajuste fiscal, após o esforço feito pelo governo federal para que o povo brasileiro não sentisse os efeitos da crise econômica internacional que se alastra desde 2008. “Os investimentos que o Brasil fez nesse tempo todo, associados à crise climática e hidrológica, chegaram a um limite. Por isso é necessário um ajuste fiscal. Mas estamos debatendo a necessidade de que esse ajuste vá pro andar de cima, atinja o mercado financeiro. Precisamos taxar o mercado financeiro e as grandes fortunas”, situou.

“É preciso que todas as nossas forças políticas possam fazer esse enfrentamento, com uma agenda positiva, dando fim a esse projeto da terceirização. E avançando, botando na pauta o fim do fator previdenciário e a defesa dos projetos estruturantes, para seguir num projeto avançado de defesa da nossa economia e da inclusão social”, acrescentou. “A defesa do mandato de Dilma significa ampliarmos essa frente. Hoje a frente ampla é contra nós: vai do Psol aos que defendem o golpe militar. Precisamos fazer uma frente ampla para defender outra perspectiva para o país”, conclamou.

PT apoia ideia da Frente Ampla

Líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados, José Guimarães reforçou a necessidade de luta e de união do campo popular. “Não é um momento fácil pras forças de esquerda, progressistas, para tudo o que construímos nestes anos. Quero transmitir meu muito obrigado ao PCdoB, a tudo que a companheira Luciana Santos e a líder da bancada, companheira Jandira, têm feito nos debates comigo e com a presidenta Dilma. Agradecer pelo papel que o PCdoB tem tido na Câmara Federal, para garantir a governabilidade da presidenta Dilma”, apontou, frisando a alta participação feminina na bancada federal comunista.

“Essa ideia da Frente Ampla, num momento como esse, é a estratégia mais acertada. Do outro lado, a direita, seja midiática, empresarial ou parlamentar, está unida e montou uma megaestrutura para nos derrotar. Ou fazemos uma frente ampla, calcada nos movimentos sociais, sindicais, unindo o centro político e a esquerda, em uma frente liderada pelo PT e pelo PCdoB, ou a democracia vai estar ameaçada, estar em jogo”, apontou.

“Essa ideia da Frente Ampla tem que ocupar a centralidade política do momento. Temos que verbalizar isso no parlamento, nas câmaras municipais e assembleias legislativas. É muita coisa que está em jogo. Não só a história do PT. Como a deputada Jandira disse esta semana, aniquilar o PT é aniquilar a esquerda. Acaba todo mundo. Porque nunca na história do Brasil as forças de esquerda governaram tanto e fizeram tantas mudanças”.

O presidente estadual do PT, Diassis Diniz, frisou que hoje a esquerda brasileira sofre um ataque sem precedentes na sua história. “Percebemos a necessidade de unificarmos nossa pauta, diante da onda conservadora, que se manifesta nas ruas patrocinando o ódio de classe”, afirmou, criticando parlamentares do próprio PT que se ausentaram de votações ligadas ao ajuste fiscal.

“Quando somos governo, temos que ter a compreensão de defesa do projeto do governo, mesmo identificando que há problemas, dificuldades. Não vamos permitir a nossos parlamentares que se escondam, que deixem a tribuna, com um discurso falacioso que não votam porque nossos inimigos estão votando. O que está em jogo é o projeto da esquerda brasileira”, definiu. “Sabemos que, se o governo Dilma degringolar, todos nós vamos juntos”, assinalou, também agradecendo o apoio da legenda comunista. “Nós, do PT, temos que reconhecer e agradecer a firmeza da lealdade do PCdoB. Muito obrigado, PCdoB, por toda a força, por toda a coragem”.

Prefeito e governador apoiam iniciativa

O prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, e o governador do Ceará, Camilo Santana, também manifestaram apoio à iniciativa da formação da Frente Ampla em Defesa do Brasil e da Democracia. “O Brasil está sendo tomado por um misto de uma onda ameaçadoramente conservadora, com pitadas de um ódio ainda a ser compreendido, puramente irracional. Onda essa que coloca em xeque conquistas históricas que o Brasil teve de 12 anos pra cá e valores que custaram muito caro neste País, que tiveram a luta, o suor e a vida de muitos militantes do PCdoB”, alertou Roberto Claudio.

“Neste momento é que a política – e somente ela – pode fazer a diferença. O PCdoB tem história, tem coragem de assumir posicionamento político, tem conteúdo ideológico. E neste momento o papel de partidos como o PCdoB é absolutamente fundamental na defesa da nossa democracia, dos valores construídos neste país após a ditadura militar e principalmente pra gente não reverter conquistas”, disse, agradecendo pela participação destacada do partido em vários setores da administração de Fortaleza e revelando preocupação com debates como o da redução da maioridade penal e com campanhas subliminares contra empresas como a Petrobras.

“Que a força da ideologia progressista do PCdoB possa ir às ruas com os outros partidos da base aliada da presidenta Dilma. Não apenas para defender o governo, mas para algo mais profundo, para abrir o debate sobre o Brasil, sobre quais os riscos que estão por trás dessa mistura de onda conservadora com ódio irracional. Somente a política pode fazer a diferença”, exortou o prefeito Roberto Claudio.

Também destacando a participação dos comunistas na administração estadual, o governador Camilo Santana abordou as dificuldades de 2015, mas apontou a união dos governadores nordestinos, em um fórum que já se reuniu três vezes neste ano, como caminho para garantir ações estruturantes para o Nordeste e buscar uma revisão do pacto federativo, discutindo “uma série de questões que estão dificultando para os estados e os municípios”.

“Por conta dessa crise que estamos vivendo, um pouco da economia, um pouco da política, é importante colocarmos para o povo nordestino que todos os avanços que tivemos na região vieram com o governo do presidente Lula e da presidente Dilma. O Nordeste cresceu acima da média”, destacou Camilo, apoiando o fortalecimento da frente de esquerda. “Não podemos correr o risco de entregar este país à direita e àqueles que sempre governaram olhando para outro lado que não os interesses do povo e do Brasil”.

“Quero dizer ao Luis Carlos Paes e à Luciana Santos do papel que vocês têm neste momento, de fortalecer não só o governo da presidente Dilma, eleita democraticamente pelo povo brasileiro, mas também a defesa do nosso país, da democracia, da liberdade. É preciso aprofundar essa discussão e também ter humildade, fazer autocrítica, ver quais as mudanças que precisamos fazer, garantir a reforma política neste país, que é urgente”, acrescentou o governador. “Temos orgulho de ter o PCdoB do nosso lado e estamos juntos, pro que der e vier, nessa luta pelo Brasil, pelo Ceará, por Fortaleza”.

Construir a Frente Ampla

O secretário de Ciência e Tecnologia do Ceará, Inácio Arruda, o deputado federal Chico Lopes, o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ceará, Luciano Simplício, o vereador de Fortaleza Evaldo Lima e o prefeito de Ipu, Sérgio Rufino, também manifestaram apoio à construção de uma Frente Ampla em Defesa do Brasil e da Democracia. A reunião ampliada do Comitê Estadual do PCdoB cearense contou ainda com a participação de dezenas de prefeitos, secretários municipais, secretários estaduais, vereadores, lideranças sindicais, estudantis e de movimentos sociais, além de representantes de entidades da sociedade civil e dos mais diversos setores e categorias, unidos em prol da garantia da democracia, da continuidade do governo Dilma e de novos avanços e conquistas para os trabalhadores e o País.

De Fortaleza,
Dalwton Moura
(Fotos: Roberto Fortuna)

Para o Vermelho/CE