Luciana: Separar crianças de seus pais é de uma crueldade infinita!

Luciana: Separar crianças de seus pais é de uma crueldade infinita!

Essa semana a imprensa mundial se chocou com as imagens de crianças imigrantes, separadas dos pais na fronteira norte-americana pelo México e enjauladas pelo governo dos Estados Unidos a espera de tutela. No Brasil a repercussão também foi grande e o tema foi alvo de repúdio em manifestações individuais e de entidades representantes dos mais diversos segmentos.

Na Câmara dos Deputados o debate sobre a política migratória de “tolerância zero” de Donald Trump também foi intenso. O Psol apresentou uma moção de repúdio à detenção das crianças e separação dos pais. O texto diz que o tratamento é “desumano”, o que gerou uma disputa entre parlamentares de esquerda e de direita, e acabou retirado de pauta.

Para o líder do PCdoB, deputado Orlando Silva (SP), a política de “tolerância zero” demonstra agressividade com pessoas que, muitas vezes, buscam refúgio nos Estados Unidos. “Nós acreditamos que é necessário que o Parlamento brasileiro se manifeste de maneira inequívoca, repudiando essa grave violação dos direitos humanos”, defendeu.

Já a deputada Luciana Santos, vice-líder do PCdoB e presidente nacional do partido, considera a medida absurda e concorda que é desumana. “A política unilateral, isolacionista, protecionista e xenófoba adotada pelo presidente Trump é equivocada e penaliza justamente aquelas pessoas que, vitimadas pelos efeitos do imperialismo, buscam a ilusão, o sonho de uma vida melhor através da migração”, afirmou.

“Separar crianças de seus pais é de uma crueldade infinita. Não é a toa que os EUA se retiraram da Comissão de Direitos Humanos da ONU, para fazer esse tipo de barbaridade. É preciso repudiar essa medida com toda veemência!”, completou a parlamentar.

Os pais são processados judicialmente e, como as crianças não podem ser presas junto com os adultos, são encaminhadas a centros. Cerca de 2 mil crianças já foram separadas dos pais na fronteira. A política de separação das famílias foi suspensa nesta quarta-feira por uma ordem executiva depois das críticas nacionais e internacionais.

De Brasília;
Ana Cristina Santos
Com Agência Câmara

Foto: Reprodução da internet