Mulheres são priorizadas na gestão do programa bolsa família

Mulheres são priorizadas na gestão do programa bolsa família
Mulheres

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As mulheres são titulares de nada menos que 93% dos cartões do Bolsa Família. É o reconhecimento pelo poder público de que elas têm mais atenção no cuidado com os filhos e sabem priorizar os gastos, para garantir o bem-estar de suas famílias. Antes de o governo federal adotar esta medida, Luciana Santos, na prefeitura de Olinda, já adotava a medida de priorizar a titularidade dos programas sociais para as mulheres. “Sem depender financeiramente dos maridos, as mulheres conquistam autonomia para definir os rumos de suas vidas e da família. Além disso elas conhecem melhor que ninguém as necessidades de todas as pessoas da família”, explica a parlamentar.

“Essa estratégia se mostrou acertada porque parte do pressuposto que as mulheres sabem o que é melhor para a família. Os estudos confirmam que elas usam o dinheiro para comprar, principalmente, alimentos e roupas, seguidos de outros itens”, argumenta a diretora da secretaria extraordinária para Superação da Extrema Pobreza do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrícia Vieira da Costa.

Estudo realizado pelo ministério em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 2012 revela que, além de proporcionar mais autonomia às mulheres, o Bolsa Família contribuiu para o aumento de oito pontos percentuais da participação das mulheres nas decisões sobre compra de remédios para os filhos e de 5,3 pontos percentuais sobre os gastos com bens duráveis.

Ainda, segundo o estudo do PNUD, houve um aumento de 9,8 pontos percentuais no uso de contraceptivos pelas mulheres beneficiárias do Bolsa Família, indicando que elas têm cada vez mais força para tomar decisões sobre ter ou não ter filhos.

A pesquisa mostrou também que, entre as mulheres não ocupadas, o Bolsa Família estimulou um aumento de cinco pontos percentuais na procura por trabalho, com destaque para a região Nordeste. Isso porque, ao receberem uma renda mínima, as mulheres passaram a ter melhores condições para procurar um emprego, seja na hora de pagar a passagem de ônibus ou de preparar a documentação necessária para o trabalho.

 

Fabiane Guimarães,
Com  Portal Rede Brasil Atual
Foto: Daniel Zanini