Luciana defende Suape em audiência pública no Recife

Luciana defende Suape em audiência pública no Recife

Luciana participou e mediou hoje (3), no Plenarinho da Câmara Municipal do Recife, Audiência Pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para discutir as regras de conteúdo local para a indústria de petróleo e gás no Brasil, com foco em Suape. Em Pernambuco, Luciana e o vereador da cidade do Recife, Almir Fernando (PCdoB), somam forças na defesa do desenvolvimento e economia nacional e estadual.

Esse ano, o Governo Federal está realizando a 14ª Rodada de Licitação de blocos exploratórios de petróleo e gás natural e, dentre as várias questões que estão sendo definidas, estão as regras de conteúdo local. O tema tem sido enfaticamente discutido pela bancada do PCdoB na Câmara Federal como ponto estratégico na defesa da democracia e da soberania nacional.

Estiveram presentes na audiência Márcio Stefanini, Secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco; Alberto Nogueira, vice-presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE); Antônio Carlos Maranhão de Aguiar, ex-secretário do Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo e Professor da UFPE; Divanilton Pereira, Secretário de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil; Jaqueline Natal, do Dieese; e Raquel Oliveira de Sousa, advogada.

“A refinaria, a petroquímica e a indústria naval são os três carros chefes de Suape. A Petroquímica já foi vendida a uma empresa mexicana, por apenas 15% do que foi investido pela União. Essa é a visão do atual governo – ilegítimo -, que prega a política de desinvestimento, que na verdade é outro nome que se dá para a privatização”, disse Luciana.

Para o secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco, Márcio Stefanini, uma política de conteúdo local é muito importante, pois se trata de uma questão de soberania. “Se não batalharmos por uma política de conteúdo local, quem vai lucrar com o nosso petróleo serão empresas estrangeiras. Mesma coisa em relação ao estaleiro. Se privilegiarmos o preço, quem fará os navios não serão os pernambucanos e ex-canavieiros, mas os asiáticos.”

Antônio Carlos Maranhão de Aguiar, ex-secretário do Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo e Professor da UFPE, denunciou a destruição da indústria nacional, por conta da punição aos crimes de corrupção. Para ele os crimes devem sim ser punidos e os executivos das empresas, se envolvidos, presos. Mas, a indústria deve ser mantida. E citou como exemplo a Alemanha, onde empresas como a Volkswagen ajudou o Regime Nazista em questões logísticas. O que houve foi que os responsáveis foram punidos, mas as empresas foram mantidas. E hoje a Alemanha é a potência econômica que é pela defesa da indústria nacional.

“Sou daquelas que não defendo nem o estado máximo, nem o mínimo, mas sim um estado necessário para impulsionar o desenvolvimento nacional e garantir o processo de inclusão social. O que não dá é o estado mínimo (em direitos) para o povo e máximo (em vantagens) para o mercado financeiro, como tem ocorrido”, finalizou Luciana.

Do Recife,
Rodrigo Barradas.

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