No Senado, Luciana media debate sobre mulheres negras e igualdade

No Senado, Luciana media debate sobre mulheres negras e igualdade

Na quinta-feira (13), a deputada Luciana Santos participou do projeto Pauta Feminina, promovido pela Procuradoria da Mulher do Senado, em parceria com o programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, o Comitê de Gênero e Raça e o Observatório da Mulher contra a Violência do Senado.

Veja as fotos: https://flic.kr/s/aHskZc2kJo

A audiência pública mensal está em sua 44ª edição e neste mês de julho valorizou a voz e a imagem das mulheres negras, discutindo o tema “Mulheres Negras, trilhando caminhos para a igualdade”. A atividade aconteceu no “julho das pretas”, mês em que se comemora no dia 25 tanto o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, estabelecido em 1992, e quanto o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Participaram a cineasta Flora Egécia, que abordou o papel do audiovisual como uma ferramenta de empoderamento das mulheres negras; Agna Alves, no Coletivo das Mulheres com Deficiência, que defendeu que as mulheres têm que empoderar umas às outras, como ocorre que ela representa; Ester Monteiro, diretora de Jornalismo da Secretaria de Comunicação Social do Senado (Secom), que salientou a importância das raízes e da ancestralidade para as mulheres negras.

Nascida na Guiné Bissau, Eunice Borges, associada do Programa de Liderança e Participação Política da ONU Mulheres no Brasil, resgatou os marcos internacionais dos quais o Brasil é signatário como integrante das Nações Unidas.

Gerente de Comunicação na Secretaria de Cultura do Distrito Federal, a jornalista e dançarina Joceline Gomes leu o cordel escrito por Jarid Arraes dedicado a Tereza de Benguela, rainha do quilombo localizado nas cercanias da primeira capital do estado do Mato Grosso, Vila Bela da Santíssima Trindade, que durou cerca de 25 anos, até ser destruído em 1770.

Exposição digital

Na abertura do evento, houve lançamento oficial da exposição digital de fotografia Mulheres Negras no Senado Federal, que reuniu fotógrafos voluntários e 35 mulheres negras que trabalham no Senado.

A exposição reúne mulheres de todos os setores e ficará na rede intranet do Senado durante o julho das pretas. Uma das mulheres negras fotografadas, Raimilda Bispo disse que estava vivendo um “momento de rainha” durante a audiência pública, mas que sua história no Senado “tem muito mais história de escrava”. Segundo ela, no seu primeiro trabalho no Senado ela chegou a ouvir alguém dizer: “Nossa, esta secretaria vai de mal a pior, tem até negra trabalhando”.

Com Assessoria de Imprensa da Procuradoria da Mulher do Senado

Foto: Marcelo Favaretti/Ascom Vanessa Grazziotin