PCdoB é o mais influente e mais transparente nas redes sociais

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Já está disponível a segunda edição da pesquisa Medialogue Político. Trata-se de um levantamento dos 513 deputados federais e 81 senadores a fim de revelar os parlamentares mais influentes no mundo digital. A bancada do PCdoB foi a única a receber nota máxima. 

 

 

 

 

 

aCongressoJá está disponível a segunda edição da pesquisa Medialogue Político. Trata-se de um levantamento dos 513 deputados federais e 81 senadores a fim de revelar os parlamentares mais influentes no mundo digital. E permite identificar os avanços e retrocessos em relação ao comportamento digital dos parlamentares nos últimos três anos. A bancada do PCdoB foi a única a receber nota máxima da empresa pesquisadora.

O levantamento também estabelece a relação entre a performance nas urnas e influência digital. Há sinais de que quem vai bem na internet também vai bem nas urnas. A pesquisa também explora outros terrenos, como a relação entre o número de seguidores e fãs dos deputados federais com o número de votos que recebeu nas últimas eleições.

A pesquisa Medialogue Político 2.0 atribuiu notas de um a sete aos parlamentares com maior atuação no mundo virtual. O máximo possível é de 10 pontos. A pontuação é obtida a partir da combinação de vários fatores que levam em conta o tamanho e a audiência das redes sociais de cada parlamentar, os canais digitais usados por cada um, o tipo de interação com os eleitores e a transparência na divulgação de informações de interesse público.

A pesquisa destaca um grupo de 81 parlamentares que obtiveram notas seis e sete. Estes foram considerados os mais influentes. Entre eles, 54 são deputados federais e 27 senadores. Juntos têm 59% dos seguidores no Twitter e 44% dos fãs no Facebook entre os 594 congressistas. Podemos dizer que são elite digital do Congresso.

Na outra ponta, 80 parlamentares, ou 9% do Congresso, receberam a nota mais baixa, um grupo relativamente grande que ainda vive na era do papel.

A distância que separa a média dos parlamentares dos mais influentes é relativamente grande. Entre os mais influentes, 83% mantém seus blogs atualizados, contra 53% da média. Os influentes têm em média quatro vezes mais fãs no Facebook e três vezes mais seguidores no Twitter.

Também são mais cuidadosos com mensagens enviadas por eleitores: mais da metade responde a emails, contra apenas 20% na média dos parlamentares. Além disso, são mais transparentes, pois 84% usam seus canais digitais para divulgar informações sobre seu mandato, contra 57% na média.

Influência digital

A pesquisa faz um retrato dos parlamentares mais influentes no mundo digital. Em linhas gerais são os mais jovens, mulheres, ocupam cadeiras no Senado, governistas, estão em seu primeiro mandato e vem de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O estudo das bancadas mostrou o PT de Dilma Rousseff, o PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos em posição equilibrada e bem posicionados no ranking de influência. A bancada do PCdoB foi a única a receber nota máxima e a do PTB foi a que teve o pior desempenho em quatro dos seis quesitos pesquisados.

A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), aos 32 anos, no segundo mandato como deputada federal, é destaque entre os parlamentares e tem mais de 140 mil fãs nas redes sociais. Nos desempenhos por partido, o de Manuela D’Ávilla foi eleito o mais influente e mais transparente. Atualmente, o PCdoB é representado por 15 parlamentares.

Nova geração

Para os representantes da Medialogue, algumas mudanças no comportamento político são evidentes. “Estamos vendo nascer uma geração de políticos que tem sua carreira associada à internet, são mais jovens e estão em todos os partidos. Entre 2010 e 2013, mais parlamentares passaram a usar websites e a cadastrar eleitores. O número de seguidores no Twitter aumentou 138% e o de fãs no Facebook 268%”.

Um das informações que mais despertou atenção na primeira pesquisa foi o baixo número de parlamentares que respondiam e-mails de eleitores. O número dessa vez foi ainda menor. Em 2011, 23% dos emails enviados pela pesquisa foram respondidos, dessa vez a taxa caiu para 20%. Embora a base de seguidores tenha aumentado, o uso do Twitter está caindo: 70% dos que tinham um perfil no microblog o mantinham atualizado em 2011, agora a taxa caiu para 62%. No período, a base de fãs do Facebook expandiu duas vezes mais do que a base do Twitter.

A pesquisa Medialogue Político atual foi realizada entre setembro e novembro. De lá para cá vários parlamentares reformularam totalmente seus sites e fizeram grandes investimentos para angariar novos fãs e seguidores, provavelmente com o objetivo de melhorar sua plataforma digital para as próximas eleições.

 

Fonte: Medialogue