Pesquisa iniciada em Olinda pode desenvolver vacina contra HPV

Pesquisa iniciada em Olinda pode desenvolver vacina contra HPV
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Nesta semana a cidade de Olinda inicia pesquisa que pode ajudar o Brasil no desenvolvimento de sua própria vacina contra o vírus que causa o câncer do colo do útero. A iniciativa resulta da parceria articulada pela então prefeita da cidade, Luciana Santos, com o Instituto Butantan, a Universidade Federal de Pernambuco – UFPE e o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami – Lika. Para Luciana, a cooperação entre gestão pública e instituições de ensino e pesquisa deve contribuir para a busca de soluções para melhorar a vida das pessoas.

Para a realização da pesquisa são isolados os tipos frequentes de Papilomavírus Humano (HPV) e dos tipos maior de risco para o câncer de útero. Segundo o diretor do Lika e coordenador da pesquisa, José Luiz de Lima Filho, os resultados vão possibilitar saber se vacinas comerciais contra o HPV, já em uso, dão cobertura completa contra os vírus em circulação no País e até ajudar na formulação de uma nova, brasileira.

“Nossa expectativa é analisar material coletado de 2.500 mulheres, com idades entre 15 e 40 anos, ao longo de pouco mais de 12 anos”, informa o pesquisador. Segundo a Secretária de Saúde de Olinda, Tereza Miranda, as coletas serão feitas durante exames preventivos do colo de útero, o citopatológico (Papanicolau). Inicialmente, o trabalho será realizado em pacientes do Programa Saúde da Família do bairro Varadouro.

Olinda foi escolhida para a pesquisa nacional pela organização do serviço de saúde, a logística disponível, com o serviço de geoprocessamento que transforma em mapa as informações de saúde. Em Ouro Preto, Minas Gerais será produzida outra etapa do estudo, que identificará a presença do HPV em lesões de estômago e bexiga.
A pesquisa será desenvolvida com financiamento do Ministério de Ciência e Tecnologia e Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).

Durante o trabalho serão realizados ainda testes de HIV e de hepatite. Além de auxiliar a produção de uma futura vacina, o isolamento dos vírus mais frequentes e com alto e baixo risco de provocar câncer de útero vai ajudar a saúde pública a ajustar a sua política de prevenção.

O HPV é transmitido nas relações sexuais sem preventivo e um sinal frequente da infecção é a presença de verrugas genitais. O Sistema Único de Saúde – SUS realiza companhas de vacinação com o foco nas meninas de 11 a 13 anos nos postos de saúde e em escolas públicas privadas de todo país.

Texto: Fabiane Guimarães, com informações do Portal do CREMEPE

Foto: Google Imagens