Teses do PCdoB apontam caminhos para enfrentar a crise no Brasil, diz Luciana

Teses do PCdoB apontam caminhos para enfrentar a crise no Brasil, diz Luciana

Num ato político muito amplo, que contou com a presença de várias forças políticas e do presidente da República em exercício, o PCdoB lançou na tarde desta quarta-feira (30), as teses do seu 14º Congresso, que acontece entre os dias 17 e 19 de novembro, em Brasília.

O ato foi aberto pela deputada pernambucana Luciana Santos, presidenta nacional do PCdoB. Ela destacou que o documento do partido busca discutir saídas para a crise estrutural vivida pelo Brasil. “O documento que estamos apresentando busca sistematizar nossa visão sobre os caminhos para enfrentar esta situação. Trata-se do momento mais elevado da democracia interna do PCdoB, e do exercício de nossa inteligência coletiva na elaboração de nossa orientação política”.

Luciana ressaltou o sentimento de descontentamento, apreensão e desesperança que toma a população e disse que o povo brasileiro não pode mais ser penalizado em função do rentismo. “Os custos da crise não podem pesar sobre os mais pobres, não devemos abrir mão de ativos estratégicos, de instrumentos do Estado que induzam o desenvolvimento. Devemos buscar meios e caminhos para a retomada do crescimento econômico e da geração de empregos e direitos”.

A presidenta apontou que a saída da crise se dará pela política e que passa, necessariamente, pelo fortalecimento da democracia, pelo equilíbrio entre os poderes e o Estado Democrático de Direito. Neste aspecto, valorizou o papel do diálogo, da boa convivência entre as opiniões diferentes no Congresso Nacional e da importância de garantir a representatividade. “Esta Casa tem a marca de ser um espaço plural, rico em diversidade de opiniões, um reflexo da sociedade brasileira. Nela, visões distintas sobre o Brasil interagem, formando consensos, criando convergências sobre os rumos da Nação”.

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A Reforma Política também foi lembrada pela deputada. A proposta discutida na Câmara pode significar um grande retrocesso para a representação e, na prática, excluir do Parlamento partidos mais ideológicos. “Diferenças de opiniões podem e devem existir no Parlamento, a presença do PCdoB no Congresso Nacional fortalece a democracia e a representatividade do Congresso Nacional. O PCdoB é um partido essencial para a democracia brasileira”, explicou.

Aproveitando a presença de um público muito diverso — estavam presentes o presidente da República em exercício, Rodrigo Maia (DEM); o presidente da Câmara em exercício, André Fufuca (PP); do presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira; a presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleise Hoffman; e representantes de vários partidos como PSOL e PDT e movimentos sociais a exemplo de UNE, CTB, ANPG, UNEGRO, UNALGBT — Luciana falou sobre a importância de buscar convergência pelos interesses mais caros ao país.

“A nosso modo de ver, a saída desta situação é uma construção política, e passa pela conformação de uma coalizão nacional, uma frente ampla, reunida em torno da defesa da nação, do desenvolvimento, da democracia e dos direitos dos trabalhadores e do povo”, disse.

Em sua fala Maia concordou com a comunista. “As pessoas que pensam diferente têm capacidade de dialogar, todos queremos tirar o Brasil da crise”, disse. “Temos que ter capacidade de ouvir mais que falar”, completou.

O 14º Congresso do PCdoB  acontecerá em Brasília, de 14 a 17 de novembro de 2017. Até lá o partido debaterá o documento, exercitando sua democracia interna, nas suas organizações de base, comitês municipais e estaduais e também através da Tribuna de Debates, no site www.pcdob.org.br ou do aplicativo PCdoB Digital.

De Brasília;
Ana Cristina Santos

Foto: Sthefane Felipa/Assessoria