Participação no Foro de São Paulo

Participação no Foro de São Paulo

Entre os dias 18 e 21 de maio de 2011, participei em missão oficial, do 17º encontro do Foro de São Paulo, que aconteceu em Manágua, Nicarágua. A tônica do encontro foi o fortalecimento da união latino-americana e caribenha, e o avanço do pensamento avançado e progressista nessa região.

Participaram do evento 640 delegados de 48 partidos membros de 21 países, além de 33 convidados de 29 partidos de 15 países na África, Ásia e Europa; com destaque para os ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva (Brasil), e Manuel Zelaya (Honduras), além do anfitrião presidente Daniel Ortega.

Participei do Grupo de Trabalho (GT) de parlamentares sobre alternativas da segurança alimentar e, como também sou vice-presidente nacional do PCdoB, fiz intervenção na plenária final do Encontro, onde afirmei que o mais importante é que a tendência atual que se desenvolve na América latina e no Caribe tem um sentido antineoliberal e antiimperialista comum. O fundamental para o êxito destas forças, ao longo de nossa história continental, tem sido a unidade.

Ressaltei que a partir da diversidade política das forças de esquerda e progressistas na América Latina, e as diferentes realidades nacionais, alcançamos uma inédita unidade no processo latino-americano e neste Encontro do Foro de São Paulo.

Prioridades – O Foro de São Paulo deliberou como prioridade lutar pelo êxito da Revolução Cubana e dos governos nacionais da Argentina, Brasil, Bolívia, El Salvador, Equador, Nicarágua, Paraguai, Venezuela e Uruguai, contra as ameaças e pressões conservadoras, derrotar a direita nos próximos embates e continuar avançando.

Um Seminário intitulado “Governos de esquerda e progressistas na América Latina e Caribe: balanço e perspectivas”, acontecerá de 30 de junho a 3 de julho, no Rio de Janeiro, promovido pelas Fundações Perseu Abramo e Maurício Grabois, com o intuito de continuar esse debate.

Outra decisão importante refere-se à aceleração da integração regional e a criação da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). A ideia de constituir a Celac surgiu ainda em 2008 e caminha para a criação institucional em julho deste ano em Caracas, na Venezuela, após reunião dos presidentes dos países envolvidos.

Várias resoluções foram aprovadas além da declaração final. Entre os temas importantes aprovados estão a condenação ao ataque da Otan à Líbia, a exigência de libertação dos “Cinco Heróis” antiterroristas cubanos presos nos cárceres dos Estados Unidos e o apoio ao retorno do presidente Manuel Zelaya a Honduras.

O próximo Encontro do Foro de São Paulo acontecerá na Venezuela, em julho de 2012 e, ainda mais forte, deve continuar contribuindo como importante espaço de integração do pensamento avançado e progressista entre os partidos de esquerda de toda América Latina e Caribe.