PCdoB comemora 93 anos propondo criação de frente ampla

PCdoB comemora 93 anos propondo criação de frente ampla

Maranhão3


O 93º aniversário do Partido Comunista do Brasil foi comemorado, em ato político nacional, realizado na manhã desta segunda-feira (23), na Assembleia Legislativa do Maranhão, através de uma sessão solene.

Em mensagens uníssonas, lideranças discorreram sobre a biografia dos “guerreiros” brasileiros que fizeram parte da história do PCdoB ao longo destes 93 anos e da bravura e honra dos que lutaram pela legalidade do partido.

No plenário repleto de militantes, dirigentes e lideranças partidárias, Othelino Neto, vice-presidente da Assembleia e deputado comunista, foi encarregado de dirigir a mesa, que também contou com as presenças de, Renato Rabelo, presidente nacional do Partido, governador do Maranhão, Flávio Dino e Jandira Feghali, líder do PCdoB na Câmara dos Deputados.

O deputado Othelino Neto disse que tomou a iniciativa de propor a realização da sessão solene, em São Luís, pelo fato histórico de o primeiro governador do PCdoB ter sido eleito no Maranhão. “O PCdoB é um partido de lutas históricas, sempre ligadas às boas causas do Brasil e do mundo, daí a importância de se celebrar esta data no Maranhão, em homenagem à democracia e à liberdade em nosso país”, declarou.

A deputada Jandira Feghali destacou em seu pronunciamento que “o PCdoB sempre foi parâmetro para a democracia do país desde o início do século 20, onde manteve-se clandestino e posteriormente legalizado. Nossa legenda sempre esteve à frente dos projetos da esquerda política nacional, junto aos movimentos sociais, o mundo do trabalho e a sociedade não organizada. Isso ocorre desde a primeira campanha de Lula em 89, como também os debates pelas reformas estruturantes. Não há como pensar no PCdoB como partido menor, pois ele até pode ser pequeno em seu tamanho, mas é grandioso no seu papel, na sua participação e atuação política, na definição estratégica para a nação e na firmeza ideológica com que conduz todo este processo. É um orgulho”, afirmou.

Além dos 93 anos de existência do PCdoB, que transcorre em 25 de março, o ato nacional reforçou ainda o simbolismo pelos 30 anos de legalidade ininterrupta, desde a redemocratização do país em 1985. Como bem lembrou o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, no discurso desta manhã, “o PCdoB esteve sempre em posição central de acirradas lutas políticas em defesa da soberania nacional, da democracia e da justiça social”. E nestes 30 anos de legalidade o PCdoB ocupou o “posto de combate empunhando bandeiras avançadas na busca e realização de novo Projeto de Desenvolvimento Nacional, caminho indicado pelo nosso Programa para o avanço civilizacional em nosso país, no rumo da edificação de uma sociedade socialista”, apontou.

O dirigente nacional lembrou ainda dos militantes que lutaram contra a opressão dos governos ditatoriais no Brasil, onde comunistas foram presos, torturados e assassinados por terem lutado bravamente pela reconquista das liberdades políticas e dos direitos do povo.

Luta atual

Maranhão5

 

Em breve passagem, Renato fez menção ao momento atual e ressaltou a nítida compreensão dos comunistas dos fatos do passado e de que é preciso neste momento “unir forças e mobilizar o povo na luta durante a qual muitos pagaram com sua própria vida, para termos hoje um país livre com a conquista da democracia”.

“Nesta hora, o Partido converge sua atenção política no sentido da defesa da democracia, que se concretiza na defesa do legitimo mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff. Assim, o PCdoB propõe, diante da ofensiva golpista e reacionária, liderada pelo consórcio oposicionista, a constituição de uma frente ampla com todas as forças possíveis do campo democrático e patriótico, interessadas em assegurar a democracia, a defesa da economia nacional e a retomada do crescimento”.

Desta maneira, Renato citou pontos importantes da luta atual dos comunistas no Brasil, como “a defesa do mandato legítimo da presidenta Dilma; a defesa da maior empresa do Brasil, a Petrobras, da economia e da engenharia nacional, exigindo a lisura na apuração, condenação e punição exemplar dos envolvidos; o combate à corrupção, o fim do financiamento de campanhas eleitorais por empresas, parte substancial da luta por uma reforma política democrática; pela retomada do crescimento econômico do país e a garantia dos direitos sociais e trabalhistas”.

O presidente do PCdoB também disse que é igualmente importante para os comunistas, “reverter a situação atual adversa, fortalecer o papel de um bloco político e social de esquerda no âmbito da Frente Ampla”. Para Renato, “esse é o passo necessário para descortinar o caminho da etapa atual, das exigências do aprofundamento das mudanças, da realização das reformas democráticas estruturais e enfrentar maiores desafios”.

Renato agradeceu a presença das lideranças presentes no ato e parabenizou oficialmente a conquista pelos comunistas maranhenses do governo do estado: “Essa expressiva vitória alcançada, tendo o camarada Flávio Dino à frente de ampla aliança política, teve repercussão na opinião publica em geral, em especial nas forças progressistas e democráticas do país. Essa experiência tem decisiva importância para o PCdoB pelo compromisso assumido de promover o desenvolvimento do Maranhão com justiça social, como parte integrante do novo projeto nacional de desenvolvimento”, destacou o presidente nacional.

Leia a íntegra do discurso do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, clicando aqui.

Experiência histórica

Maranhão2

“Por sua extensa trajetória de mais de nove décadas o Partido Comunista do Brasil é uma prova de que sua existência é uma exigência histórica. O PCdoB continua sua luta para elevar crescentemente sua capacidade para desempenhar um papel mais relevante no curso político atual e nos grandes embates pela emancipação política e social do povo brasileiro”, encerrou Renato, com um “viva ao PCdoB!”

Em um discurso emocionante, Flávio Dino comemorou a fase mais longa da legalidade do Partido Comunista e citou os principais momentos de bravura das lideranças que viveram “perseguições, pressões e injustiças” nestes 93 anos de história. Flávio Dino disse que tem muito orgulho de fazer parte da história do PCdoB, tendo sido eleito o primeiro governador comunista do Estado. “Ao subir a esta tribuna como governador do Maranhão, aqui fala um governador comunista, mas falo também em nome do povo de nosso estado, falo em nome dos que vieram antes de nós, dos que organizaram à luta do século 20″.

O governador citou, desde 1922 aos dias atuais, fatos históricos que honram o nome de guerreiros e heróis comunistas, como exemplos para serem seguidos pelas atuais gerações. “Temos muito orgulho da história do PCdoB. Por isso é que chegamos até aqui. Toda vez que os comunistas podem atuar livremente, o país avança, mas toda vez que a atuação dos comunistas é cerceada, o país retrocede. O PCdoB é importante para a democracia e para o povo. Temos que aprender com os erros e com os acertos do passado, para nos dedicarmos à luta, à causa do povo brasileiro. No Maranhão, além de participarmos do governo e do parlamento, o PCdoB não se descuida de estar inserido na luta dos movimentos sociais, da juventude, sindical e da luta de ideias”, disse.

Maranhão1
A sessão contou com a presença de diversos parlamentares, representantes de movimentos sociais e lideranças do PCdoB.

Além do senador Roberto Rocha (PSB-MA), participaram da cerimônia, os deputados federais: Jandira Feghali (líder do PCdoB na Câmara), Orlando Silva Jr (PCdoB-SP), Wadson Ribeiro (PCdoB-MG), Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA), Waldir Maranhão (PP-MA) e Weverton Rocha (PDT-MA) e os deputados estaduais comunistas, Othelino Neto, Raimundo Cutrim, Professor Marco Aurélio.

A sessão contou ainda com a presença do prefeito do Contagem (MG), Carlin Moura e do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Estiveram presentes as presidentas das entidades estudantis, Vic Barros, da UNE e Bárbara Melo, da Ubes. E a militância da combativa União da Juventude Socialista (UJS), e de sua presidenta da entidade estadual, Thays Campos.

Fonte: Portal Vermelho